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Temporais provocaram estragos em São Paulo

Temporais na zona norte, oeste e no centro provocaram estragos na capital paulista. Uma nuvem funil foi avistada e um homem morreu com a queda de um muro.

31/01/2019 09:46:00

Por: Redação Somar

Um forte temporal provocou estragos na cidade de São Paulo na tarde da quarta-feira (30), concentrados na zona norte, oeste e no centro da cidade. Um homem morreu com a queda de um muro sobre o carro em que estava, em um estacionamento no centro. Ainda, duas pessoas ficaram feridas após uma árvore atingir um carro na zona norte. O Corpo de Bombeiros municipal divulgou que houve um total de 68 quedas de árvores, acionamento para 9 desmoronamentos e 13 alagamentos.

O mais impressionante foi a destruição de um hangar pelo vento, na Base Aérea do Campo de Marte na zona norte. Os destroços atingiram aeronaves no local. Nesse local, a estação meteorológica registrou ventos na ordem de 94km/h no fim da tarde, sendo considerada a segunda maior rajada de vento da série histórica desta base aérea.

Fazia mais de quatro anos que não havia vento neste patamar em São Paulo. Para efeito de comparação, o valor do vento é igual ao registrado em dezembro de 2014 no aeroporto de Congonhas, na zona sul. Nessa época houve massiva queda de árvores da capital paulista.

Calor e temporais
Tudo começou com a temperatura, que alcançou 35,5ºC na estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no Mirante de Santana, também na zona norte. Essa foi a maior temperatura do ano e em pelo menos quatro anos. Com a chuva, a temperatura despencou 13ºC em menos de uma hora. Os ventos no Mirante chegaram a 88 km/h.

Uma forte linha de instabilidade se estendeu desde Guarulhos até a parte norte da cidade e as chuvas cresceram rapidamente. Houve registro de acumulados na marca dos 60 mm na cidade, queda de granizo em vários bairros do centro e da zona norte e alagamentos intransitáveis. No entanto, não chegou a chover na zona sul, por exemplo.

Nuvem funil
Houve a divulgação de uma nuvem funil por munícipes que teria acontecido durante o temporal de ontem em São Paulo na região do Campo de Marte. Não houve esta observação, porém, pelo próprio aeroporto. Uma nuvem funil é o princípio de um tornado, que geralmente não causa danos, mas pode ser identificado em meio a tempestades severas.

Entenda: tornado
Um tornado pode se formar numa nuvem de tempestade severa a partir de um ambiente instável e de convecção profunda, associada a um centro de baixa pressão atmosférica, intensos gradientes de temperatura e de pressão e também a um grande cisalhamento do vento. É o fenômeno atmosférico mais destrutivo.

O tornado é conhecido pela forma de seu funil e de seus ventos em espiral, capazes de causar destruição. Pode atingir ventos entre 110 km/h a mais de 500 km/h, e muitas vezes a velocidade de suas rajadas só pode ser mensurada a partir dos danos.

Os tornados possuem como característica um diâmetro relativamente pequeno do funil de ventos (de centenas de metros a até 2 km) que geralmente deixa uma trilha de rastro destrutivo no solo por onde passa. Além disso, é um fenômeno de curta duração, durando de segundos a 30 minutos.

Entenda: microexplosão
Uma explosão atmosférica (ou downburst) consiste numa subsidência (“descida” da nuvem) muito rápida e intensa de ventos a partir de uma nuvem de tempestade severa. O vento descendente é tão rápido que parece “desabar” do interior da nuvem, espalhando rajadas por todos os lados. A velocidade das rajadas podem ser comparadas à de alguns tornados.

A micro explosão (ou microburst), mais comum, é uma rajada de vento descendente anormalmente forte e concentrada, que produz vários estragos próximo ao solo numa área de até 4 quilômetros. Além disso, possui curta duração (geralmente entre 3 a 8 minutos) e produz efeitos intensos, porém isolados. Já uma macro explosão acontece quando o raio de destruição é maior do que 4 quilômetros.

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