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RJ ultrapassa média climatológica de chuva do mês de outubro

Veja outras cidades do Brasil que se aproximam da média climatológica de chuva para o mês de Outubro.

16/10/2018 14:53:00

Por: Redação Somar

A semana começou com chuva sobre praticamente todo o Brasil devido a formação de um corredor de umidade que transporta ar quente e úmido desde a região Norte até as áreas mais centrais do país.

O destaque é o retorno da chuva em áreas do interior nordestino após um longo período de estiagem que durou mais de 180 dias em municípios do oeste da Bahia, como é o caso de Bom Jesus da Lapa.

Maiores acumulados da primeira quinzena de outubro
Choveu de forma generalizada na maior parte do país durante a primeira quinzena de outubro, especialmente em áreas do centro-sul.

Durante esses primeiros 15 dias, segundo os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a capital paulista (SP) registrou um acumulado de 76,1mm, sendo 60% da média climatológica para todo o mês de outubro (126,6mm).

Campo Grande (MS) acumulou um total de 110,6mm, ficando apenas 27% abaixo da climatologia para o período (150,6mm).

A capital que mais se aproximou da média de outubro foi Curitiba (PR) com um total de 119,3mm, representando 86% da climatologia (138,7mm).

E a única capital que ultrapassou o valor da climatologia para o mês de outubro, até o momento, é o Rio de Janeiro (RJ), com seus 102,8mm, o qual já está 19% acima da média.

Chuva de primavera
De agosto para trás, a chuva vinha ficando abaixo da média climatológica em praticamente todo o país, muito sob a influência de um outono e inverno mais secos devido a atuação do fenômeno La Niña, responsável por intensificar a chuva apenas nas áreas mais ao norte do Brasil.

Já no final do outono, os institutos de Meteorologia já consideravam o término da influência do La Niña, ao qual entraríamos em um período de transição (nem La Niña e nem El Niño). Neste momento, as águas superficiais do Pacífico estão em fase de aquecimento, tendenciando para a configuração de um El Niño que seria o responsável por intensificar as chuvas no centro-sul do Brasil.

Já no início da primavera, a distribuição de chuva mudou no país. Além da influência do aquecimento do Pacífico, a entrada de frentes frias, formação de instabilidades no interior do continente organizaram e mantiveram as nuvens mais carregadas, especialmente em áreas do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.

No mês de agosto, houve anomalias positivas de chuva, ou seja, acumulados que ficaram acima da média. Em áreas do norte do Paraná e interior de São Paulo, os acumulados ficaram até 150 mm acima da média.

Durante esta primeira quinzena de setembro, os maiores acumulados ficaram concentrados no Rio Grande do Sul, com anomalias também de 150 mm. Porém, a chuva ficou acima da média na maior parte da região Sul, assim como em áreas do Sudeste e Centro-Oeste, com desvios de até 100 mm.

Mais chuva nos próximos dias
Durante esta terça-feira (16), a expectativa é até de temporais em todo o interior do Nordeste devido a formação de instabilidades nos níveis mais altos da atmosfera. E não é só no Nordeste que a chuva retorna de forma intensa.

A partir de quarta-feira (17) tem previsão de chuva retornando sobre o Sul do país sob a influência de instabilidades que se formam no interior do continente, além do avanço de uma frente fria.

No fim da quarta-feira, a expectativa é de temporal em áreas da fronteira oeste gaúcha, o que vai se estender ao longo da quinta-feira (18) com risco de chuva forte em toda a faixa oeste da região Sul, desde o Rio Grande do Sul até o Paraná.

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