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Chuvas excessivas afetam escoamento da Soja

Precipitações volumosas são esperadas no Centro-Norte até a próxima semana

15/03/2018 10:21:00

Por: Monique Gentil

A irregularidade das chuvas desde o fim do vazio sanitário na maior parte das áreas produtoras do país fez com que a colheita da soja começasse mais tarde na safra de 2017/18. No entanto, grande parte dos produtores conseguiu recuperar o ritmo e a preocupação agora fica por conta do escoamento do grão, que pode ser afetado pelos volumes excessivos que atingem o Centro-Norte do país.

Na última semana as chuvas se concentram principalmente entre o oeste do Paraná, Mato Grosso do Sul e grande parte de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, mas as demais regiões produtoras do país também receberam acumulados regulares, que mantiveram as condições hídricas favoráveis, com pelo menos 60% de disponibilidade de água no solo entre o norte do Rio Grande do Sul e o Norte do país.

Segundo o agrometeorologista Leandro Calve, da Somar Meteorologia, os volumes excessivos chegaram a atrapalhar momentaneamente a colheita em áreas como o oeste do Paraná e de São Paulo, além de parte dos Estados do Sudoeste do país.

No Paraná a colheita segue atrasada, com apenas 27% de área colhida. “Esse valor representa apenas 50% do que havia sido realizado no mesmo período do ano passado”, afirma Calve. Já em Mato Grosso a colheita chegou aos 71%, e se mantém dentro da média dos últimos cinco anos, com qualidade geral das lavouras considerada dentro do esperado.

No Rio Grande do Sul, a colheita está apenas no início, com 1% de área colhida. Enquanto a metade norte do Estado recebe acumulados favoráveis para o desenvolvimento das lavouras, as áreas mais próximas ao Uruguai enfrentam um período de estiagem que se prolonga desde novembro e a baixa umidade do solo prejudica o enchimento dos grãos, aumentando o risco de perdas.

A previsão da Somar Meteorologia, indica chuvas significativas no Centro-Norte até a próxima semana que continuam contribuindo para a manutenção do solo. Mas o meteorologista da Somar, Celso Oliveira, chama atenção para o escoamento da soja mato-grossense, que pode ser afetado pelo excesso de chuva.

“No Sul, as chuvas ainda ocorrem entre o norte gaúcho e o Paraná, mas o sul do Rio Grande do Sul, ainda deve contar com tempo seco e baixa umidade no solo”, finaliza Oliveira.

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