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Índice de queimadas aumenta no início de julho

Focos de incêndio registrados na primeira semana do mês superam em 134% o mesmo período no último no Pará

13/07/2017 08:38:00

Por: Monique Gentil

O número de queimadas aumentou significativamente na primeira quinzena de julho, isto porque um bloqueio atmosférico atua no interior do país desde o início do inverno, em 21 de junho, e impede a passagem da chuva deixando o tempo firme e seco na região central e na metade sul da região Norte.

Entre os Estados mais afetados, o Pará foi o que apresentou a maior quantidade de focos de incêndio na primeira metade de julho, com 474 focos registrados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que representam um aumento de 134% quando comparado com o mesmo período em 2016, e o maior dos últimos sete anos.

Mas o Estado que mais chama atenção é o Mato Grosso, que registrou mais de 1105 queimadas desde o início de julho, 41% a mais que no ano passado. Além disso, é a região que conta com o maior número de incêndios do país, com 6270 focos desde o começo do ano, mais que o dobro dos 3015 focos registrados no Tocantins, que conta com o segundo maior índice do país.

Apesar disto, o relatório do Inpe aponta que o total de 22.236 queimadas registradas desde janeiro é 29% menor comparado aos 31.559 focos que ocorreram no mesmo intervalo de tempo em 2016. “Isto porque o período úmido deste ano foi mais duradouro. No entanto, o inverno também deve apresentar condições bastante diferentes do ano passado”, explica o meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia.

De acordo com o especialista, a passagem de uma frente fria até deve trazer pancadas de chuva muito isoladas para o Centro-Sul durante a próxima semana, mas o sistema não deve ter força suficiente para chegar às áreas mais afetadas pelas queimadas.

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