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Calor e chuva são alerta para proliferação do Aedes aegypti

Pesquisa inglesa indica que o El Niño teve relação com a zika no último ano

12/01/2017 17:24:00

Por: Ana Clara Guerra

O ano de 2017 começou com temperaturas elevadas e também com pancadas de chuva, que tem ganhado força em boa parte do Brasil. As duas condições são uma combinação perfeita para a proliferação de mosquitos, como o Aedes aegypti, que transmite a dengue, chikungunya e zika.

Só para se ter uma ideia, uma pesquisa da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, relata que há uma aparente relação da epidemia de zika que se espalhou no último ano com a atuação do fenômeno El Niño entre 2015 e 2016, um dos mais fortes da história, e que aumentou as temperaturas em grande parte do país.

De acordo com os cientistas, a epidemia de zika aconteceu não apenas porque o vírus foi introduzido em uma população que não tinha contato com ele antes, mas também porque as condições climáticas eram favoráveis para a transmissão.

O último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o número de casos de dengue registrados em 2016 foi de quase 1,5 milhão ante os mais de 1,6 milhão de 2015. Em relação à chikungunya, foram mais de 36 mil em 2015 e 263 mil no último ano. Já os casos de zika foram contabilizados apenas em 2016 e ficaram em torno dos 212 mil.

Atualmente, o resfriamento do Oceano Pacífico Equatorial é que influencia na atmosfera em muitas partes do globo, mas o calor deve continuar em boa parte do país neste verão, mesmo que não seja de forma excessiva. Conforme os dados divulgados pelo INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) na última quarta-feira (11), a cidade de São Paulo teve 23 dias consecutivos com temperaturas máximas iguais ou acima dos 30ºC, algo que não era visto desde 1961 na capital paulista, perdendo apenas para os 26 dias seguidos de calor no início de 2014.

Segundo a Somar Meteorologia, a ausência de El Niño não evita a incidência do Aedes aegypti por conta das altas temperaturas e do período chuvoso que estão previstos para os próximos meses e com isso, o mosquito pode se reproduzir de forma rápida, até mesmo em uma tampa de garrafa.

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