Jornal do Tempo | Notícias

Falta de chuvas no verão e tempo seco no outono fizeram número de queimadas subir 40%, em relação a 2013

Mato Grosso é o Estado campeão em focos de calor, mas os maiores aumentos foram observados no Sudeste

16/06/2014 10:08:00

Por: Rafaela Vendramini


O número de queimadas no Brasil, desde o dia 1 de janeiro até hoje, subiu 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2013 foram 10.659 focos de calor, contra 14.949 em 2014. De acordo com os meteorologistas da Somar, esse aumento não é reflexo do tempo mais seco no outono, o que é normal, mas também da falta de chuvas durante o verão, principalmente no Sudeste do país.

Mato Grosso é o Estado com maior número de queimadas, com 3.847 focos neste ano, mesmo assim, o número é 41% que nos primeiros seis meses de 2013. Somente em junho os satélites do INPE observaram 890 incêndios florestais no território mato-grossense, sendo que a cidade que mais queimou foi Nova Maringá, com 72 dessas queimadas.

Porém, os número do Sudeste são os que mais chamam a atenção. Em Minas Gerais, ocorreram 912 queimadas em 2014, 53% a mais que no ano passado, em São Paulo foram 697, ou seja, 57% maior e no Rio de Janeiro aconteceram 266 incêndios florestais neste ano, valor 358% acima do que foi registrado na mesma época de 2013.

[*B2014 pode ter mais queimadas que 2010B*]

Esse ano só não tem um número maior de queimadas em Mato Grosso, do que em 2010, quando de janeiro a junho foram observados 3.882 focos de calor. Naquele ano, o Estado teve um dos piores desastres com fogo da sua história.

Em 8 de agosto de 2010, um incêndio que começou nas marcenarias de Marcelândia, há 712 quilômetros da capital Cuiabá, tomou conta de toda a cidade. Cerca de 15 empresas foram destruídas e quase 100 casas tiveram que ser reconstruídas. O prejuízo na época foi de R$ 1,5 milhão.

Os meteorologistas da Somar alertam, pois a situação climática de 2010 é muito parecida com a de 2014. Naquele ano, havia atuação do El Niño, que tem como principal característica nos meses de inverno, o aumento na temperatura. Neste ano, o fenômeno já está em desenvolvimento e deve fazer com que os próximos meses sejam mais quentes que o normal entre o Sudeste e Centro-Oeste do país.

Últimas notícias

Buscar notícias