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Falta de chuvas triplica o número de queimadas em São Paulo no início do ano, em relação a 2013

Desde o dia 1º de janeiro já foram quase 130 focos de incêndio no Estado paulista

04/02/2014 14:24:00

Por: Rafaela Vendramini


A falta de chuvas desde o início do ano deixa as temperaturas muito elevadas e já provocou uma baixa no nível dos reservatórios que abastecem água na Grande São Paulo. Outro fator que chama a atenção por causa do tempo seco é o aumento no número de queimadas. No Estado paulista, do dia 1º de janeiro até hoje foram 127 incêndios, contra 38 no mesmo período do ano passado, um aumento de mais de 300%. A cidade que mais registrou focos de calor foi Barretos-SP, com nove. No Brasil, São Paulo é o oitavo na lista dos Estados que mais queimaram em 2014, sendo que em 2013 ocupava a posição 17 no ranking.

No Brasil, o aumento no número de incêndios florestais não foi tão grande e a culpa disso é de Roraima. Nos primeiros 35 dias desse ano o país teve 2.846 queimadas, contra 2.344 em 2013. O Estado do Norte é o campeão nos dois anos e a explicação é que nesta época é comum que não chova no extremo norte brasileiro. Nessa região, as áreas de instabilidade começarão a se formar e ganhar intensidade a partir de março.

[*BPrevisãoB*]

Para os próximos 15 dias as condições de tempo não deverão mudar. A ação de um bloqueio atmosférico ainda impedirá a entrada das frentes frias sobre o Brasil. Portanto, as chuvas continuarão isoladas e de forma irregular no Sul e Sudeste. O calor também seguirá intenso, com temperaturas próximas aos 40°C no Rio Grande do Sul e acima dos 30°C entre São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Além disso, a umidade do ar no Estado paulista está abaixo do normal para esta época do ano, principalmente no início da tarde. Em São Paulo-SP, por exemplo, o índice chegou a 12% no dia 29 de janeiro, valor que é observado apenas nos meses de inverno na cidade. Enquanto a média é de umidade em torno dos 70% no período mais quente do dia, alguns municípios paulistas estão registrando valores abaixo dos 30%, o que contribui para deixar a vegetação mais seca e aumentar o risco de queimadas.

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