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Uma frente fria entre o Rio de Janeiro e Espírito Santo e áreas de instabilidade associadas com intensa divergência nos níveis mais elevados da atmosfera causam nebulosidade e chuva sobre partes do Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte neste início de segunda-feira. Em Goiânia, no aeroporto Santa Genoveva, chovia forte, trovejava e as rajadas de vento oscilavam em torno dos 55km-h às 02h00. Além disso, chove forte entre a zona da mata de Minas Gerais e o Rio de Janeiro desde o sábado. Nesta madrugada, o acumulado chegou a 55mm no Cabo de São Tomé, em Campos dos Goytacaze-RJ (45% da média de janeiro). Entretanto, em outras localidades do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, a situação foi mais complicada. Entre o sábado e domingo, choveu 170mm em Nova Friburgo-RJ (80% da média de janeiro), 130mm em Macaé-RJ (toda a média do mês em apenas um fim de semana), 145mm em Juiz de Fora-MG (metade da média do mês de janeiro) e 140mm em Cambuci-RJ (80% da média de janeiro). Neste mês completamos um mês da grande tragédia da Região Serrana do Rio de Janeiro. Em Nova Friburgo, choveu mais neste mês que em janeiro do ano passado. Neste momento, a cidade já registra 493mm contra 465mm no ano passado. A diferença é que no ano passado, na época da tragédia, choveu 345mm em seis dias. Já neste ano, em nenhum momento houve um acumulado tão elevado em pouco tempo. A chuva, apesar de mais forte neste ano, foi mais bem distribuída ao longo do mês. Voltando ao satélite, enquanto a chuva toma conta do norte do pais, o tempo encontra-se seco no Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Observa-se um padrão típico de outono, inclusive com formação de fenômenos da estação, como o nevoeiro no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e na Região Metropolitana de Curitiba. A temperatura encontra-se mais baixa que o normal na Serra da Mantiqueira, entre São Paulo e Minas Gerais, com 9°C em Campos do Jordão-SP e 8°C em Monte Verde-MG,